A imprevisibilidade de uma partida é um dos maiores apelos que o futebol possui. Essa imprevisibilidade pode ser justa ou injusta, dependendo do ponto de vista do torcedor ou até mesmo do analista. Mas que é aquilo que te deixa com um nó na garganta, que faz o suor escorrer pelo rosto, que te faz desesperar por cada minuto que passa, que te leva à glória ou ao poço do pêndulo. E é uma das coisas mais bonitas que existem.
O Internacional dominou o jogo de ontem. Foi o melhor em campo, o mais preparado, o mais profissional. Mas não conseguia finalizar. A bola insistia em bater na trave, os erros dos chutes a gol já estavam frustrando jogadores, torcedores e principalmente Celso Roth. Alecsandro saiu e o Inter sentiu. Parecia que os deuses do futebol estavam um pouco sádicos, talvez inebriados pelas doses de tequila e pelo som dos mariachis à paisana que lotaram o estádio. O gol do Chivas, no finalzinho do primeiro tempo, parecia provar isso. Ah, a agonia de uma tragédia grega que parecia se instalar em solo mexicano!
Mas o Internacional é experiente o suficiente pra não se deixar abalar. Sabia que estava melhor. A Justiça pode ser cega, pode demorar, mas não falha. E, vejam só, a mágica voltou quando Roth substituiu Everton, que não estava funcionando, por Rafael Sobis. Foi só ele entrar e o primeiro gol saiu. Arriba, Giuliano! Aí tudo deslanchou. À torcida mexicana, agora calada, só restou observar o domínio colorado até a coroação vinda com o segundo gol, do capitão Bolívar. Ontem à noite, a Fúria, em terreno de colonização espanhola, foi colorada.


A moça sabe do que fala... Adorei o post, gata! Quero ver vc nas mesas redondas dos canais de Sport da Vida!!!
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